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Se a esperança morrer… Por Régis Barros

Sem esperança, padecemos do incerto. A sua ausência nos petrifica diante da vida. Ela é o alimento da motivação, portanto o seu fim anuncia a derrota. Se não tivermos esperança, estaremos fadados ao ato de desistir. A esperança significa a fé, inclusive, dos que não creem. Somos movidos pela esperança, pois, com ela, sempre caminhamos. Sem ela, qualquer luta da vida será insuportável. Por isso, nunca devemos banalizá-la. Quem se esquece de valorizar e instilar esperança, acaba por esquecer de si mesmo. Não há vida sem esperança. Viver é isso – a esperança de ter algo a qual se apresentará pelo desejo de tê-lo e pela busca concreta por tê-lo. A esperança por dias melhores. A esperança pela felicidade dos nossos amados. A esperança por uma existência de paz e rica de amor. É isso que nos rege enquanto ser que vive. Pelo menos, deveria ser. A esperança bombeia tudo em todos nós. Se não estimularmos a nossa esperança, acabaremos por morrer em essência mesmo que ainda estejamos vivos. Ser esperança para desabrochar. Ter esperança para voar. Como dito pelo Teatro Mágico, “borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar. Flor parece a gente, pois somos semente do que ainda virá”.

Régis Eric Maia Barros é médico psiquiatra, mestre e doutor em saúde mental e membro do Movimento Médicos pela Democracia.

Régis Eric Maia Barros
Médico psiquiatra, Mestre e doutor em saúde mental pela FMRP-USP e membro do Movimento Médicos pela Democracia.

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