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Aécio, o tarja preta da política brasileira. Por Arruda Bastos

A justiça e a política brasileiras são pródigas em gerar fatos bizarros, para os quais, na maioria das vezes, não se consegue encontrar uma explicação. A última veio contida na decisão do Ministro Herman Benjamin, relator do processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, que determinou que o trecho do depoimento de Benedicto Barbosa, da Odebrecht, em que ele cita o senador Aécio Neves e o PSDB seja “tarjado”. O fato virou piada nas redes sociais.

No meu artigo de hoje, vou aproveitar para explicar para os meus leitores o significado das tarjas de cores diferentes utilizadas pela indústria farmacêutica nas embalagens dos medicamentos. Assim acho que estarei contribuindo para o esclarecimento da nossa população, pois não vou queimar os meus neurônios para tentar explicar a decisão do Ministro, que é estapafúrdia e só demonstra parcialidade.

Muitas pessoas se confundem na hora de votar e de comprar medicamentos. Para diminuir esse problema e facilitar a compreensão na área dos fármacos, os fabricantes são obrigados a imprimir nas caixas uma tarja com a indicação correspondente ao grau de risco do remédio. Como se fabrica uma grande variedade de substâncias e a população em geral não tem conhecimento farmacêutico, isso é necessário. Na política, só agora com Aécio começamos a tarjar os candidatos. A linguagem simples das cores permite uma imediata compreensão do risco do medicamento e do político.

Ainda na linha da prestação de serviço, esclareço que existem medicamentos com tarja vermelha e preta, ambos necessitam da prescrição médica. Os primeiros são remédios com pouquíssimos efeitos colaterais ou contra indicações, geralmente utilizados para doenças de menor complexidade; os segundos possuem diversas contra indicações e podem acarretar efeitos nocivos. Temos políticos que consideramos, como os medicamentos, com o mesmo grau de efeitos colaterais para o povo.

Falando dos de tarja preta, eles são medicamentos de maior controle, possuem ação sedativa ou tem impacto no sistema nervoso central e podem causar dependência química. A sua venda é condicionada à apresentação de receita especial na cor azul. A tarja contém a seguinte impressão: “venda sob prescrição médica – o abuso desse medicamento pode causar dependência”. Na política, comprovamos agora, com a decisão do Ministro Herman, que Aécio Neves é o primeiro político comprovadamente nocivo aos interesses dos brasileiros e representa um risco para a soberania nacional. Deve ser mantido longe do Palácio do Planalto.

Agora que o meu leitor compreendeu melhor o quanto essas tarjas são importantes para sua família, identifiquem daqui por diante o tipo de medicamento e o político, avaliando sempre o risco associado ao seu consumo ou a sua eleição. Tenha os cuidados necessários na utilização das substâncias e do voto.

Ensine às pessoas a sua volta e diminua as dúvidas. Na sua próxima ida à farmácia ou às urnas você já saberá perfeitamente a diferença. Político, como Aécio, tarja preta, nunca deve merecer o seu voto.

Arruda Bastos é médico, professor universitário, radialista, membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, ex-secretário da Saúde do Ceará e pertencente ao Movimento “Médicos pela Democracia”.

Arruda Bastos
Médico, professor universitário dos cursos de Medicina e Enfermagem, especialista em Gestão em Saúde e Saúde Pública, escritor, radialista, ex-Secretário da Saúde do Estado do Ceará e coordenador do Movimento Médicos pela Democracia.
http://portalarrudabastos.com.br

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