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Manoel Fonseca: “Navegar é preciso, Viver não é preciso.”

Vivemos uma conjuntura política de incertezas. Ou de uma certeza absoluta: nada detem os direitistas. O capital financeiro, de cérebro diabólico, dita as regras da destruição, faz chacota do povo, quebra continuadamente a resistência do campo popular e democrático, usando a mídia venal e inescrupulosa, o parlamento corrupto e ganancioso pelo vil metal e o judiciário dominado, ajoelhado e submetido servilmente ao deus Mamon, o anticristo devorador das almas, o deus da ganância e da avareza.

É tão avassalador o poder de destruição desta aliança financeira/midiática/parlamentar e judicária que o campo democrático e popular, em alguns momentos, vacila e se põe estático, abismado, impotente diante de tão poderosa aliança, que não tem nenhum escrupulo, nenhum freio, nenhuma humanidade, pois é absolutamente pervertida, moral e eticamente.
Mas, sempre que há um chamado, reerguemo-nos, resistimos. Uns por puro ideal, por coerência com sua história de vida , por generosidade, outros pelo despertar da consciência, da compreensão de que, sem resistência, seus direitos serão esmagados, sua vida será penosa, seus filhos não conhecerão a esperança. Muitos, portanto, se erguem, lutam, sem nenhuma esperança imediata, mas sabem que é preciso lutar. “Não importa! A liberdade é como a hidra, o Anteu. Se no chão rola sem forças, mais forte do chão se ergueu…”
(C. Alves)
Assim somos nós que vamos pra rua, que encontramos caminhos para anunciar que é necessário reagir ao arbítrio, à violência, ao esmagamento dos direitos sociais duramente conquistados. Não podemos ficar quietos, não podemos ficar silentes, não podem amordaçar nosso grito de protesto. Como diz Thiaho de Mello: “Faz escuro, mas eu canto, porque o amanhã vai chegar”

Resistir é preciso.
Navegar é preciso.

Manoel Fonseca
Do coletivo:
Médicos pela Democracia

Manoel Dias da Fonsêca Neto
Médico sanitarista, escritor, ex-secretário da saúde de Fortaleza e um dos coordenadores do Movimento Médico pela Democracia.

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