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Consumo de água em Fortaleza e RMF volta a crescer mesmo com campanha de racionamento

O consumo de água na Grande Fortaleza aumentou. Segundo dados apresentados pelo Grupo de Contingência – colegiado formado para desenvolver soluções para a seca do Ceará, no mês de setembro deste ano, mais famílias deixaram de poupar o recurso e tiveram de pagar taxa de contingência. O aumento no consumo preocupou a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e outros órgãos que fazem parte do grupo.

Segundo a Cagece, desde 2014, Fortaleza e Região Metropolitana apresentam redução no consumo de água a cada ano. Em setembro deste ano, pela primeira vez durante esse período, houve aumento.
De acordo com Neuri Freitas, presidente da Cagece, o índice de co
nsumo por residência em setembro deste ano foi 11,8m³, um aumento de 8,5%, em relação ao mês de agosto. O que significa que cada família consumiu mil litros a mais de água.

Consumo ideal
Para a Cagece, a média ideal de consumo é de 10,8m³ para cada família. “Para controlar a oferta e demanda de água, a população precisa manter o ritmo de economia. Ultrapassar a meta pode gerar consequências”, afirma Neuri Freitas.

Segundo o titular da SRH, Francisco Teixeira, o alerta é para que a população mantenha a cultura da economia de água. “A gente já considera normal viver com uma economia maior de água. Se o consumo continuar aumentando, podemos perder uns meses a mais de garantia de normalidade do abastecimento”, frisa Teixeira.

Para a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), as temperaturas mais quentes do período de setembro não justificam o aumento no consumo, já que em 2016, apesar das temperaturas elevadas, o consumo registrado foi menor.

Também fazem parte do colegiado do Grupo de Contingência a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), Funceme, e Defesa Civil.

pab

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