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Arruda Bastos: Tributo às sogras

Inicio esta crônica recordando a letra de uma famosa marchinha de carnaval do meu tempo de criança, cujo autor é Carlos Gonzaga, intitulada “Coração de jacaré”, que diz: “Trocaram o coração da minha sogra; Puseram o coração de um jacaré; Sabe o que aconteceu?; A velha se mandou e o jacaré morreu”. Assim, inicio minha homenagem à polêmica figura das sogras, que sempre estão presentes no anedotário popular, e que, na grande maioria das vezes, são incompreendidas e injustiçadas por noras e genros. Eu digo que a minha sogra é a melhor do mundo, é excepcional e uma verdadeira segunda mãe.

Muitas vezes, os genros não compreendem suas sogras e até brincam dizendo ter inveja de Adão que, segundo eles, foi muito feliz por não ter tido sogra. Eles não atentam para o fato de que Eva não teve mãe porque nasceu de uma costela de Adão, mas que as suas amadas namoradas e esposas necessitaram dos seus pais para existir. Como eu poderia deixar de gostar da minha sogra, Vandereida Cordeiro, se foi ela que gerou e cuidou da Marcilia, minha querida esposa e o grande amor da minha vida?

Pelo motivo anterior e por muitos outros é que, na oportunidade em que comemoramos os noventa e dois anos bem vividos de D. Vandereida, resolvi escrever este tributo não só a ela mas, por extensão, a todas as sogras do mundo. Utilizo a sua figura como modelo, protótipo e exemplo de uma maravilhosa sogra. Ela tem inúmeras qualidades: é apaziguadora, decidida, impoluta, carinhosa e exemplar sobre todos os aspectos. Em quarenta e dois anos de convivência, ela sempre me impressionou pela sua dedicação, sua força, a forma correta de educar os filhos e tratar os netos. Só tenho que agradecer pelo seu carinho e por eu ser o seu genro favorito e o mais querido. Que Ramon, meu concunhado, não leia minha crônica, pois ele se gaba há muito tempo de ser o número um.

Como minha contribuição para a felicidade das famílias, estou abrindo mão dos meus direitos autorais especialmente para você que está lendo e não é afeito a escrever e tem uma sogra que é motivo de piada e sinônimo de encrenca. Aproveite a minha crônica e coloque o nome da sua sogra no lugar da minha. Tenho certeza que vai dar certo e o que o resultado virá depois de algum tempo. Um pouco de carinho não faz mal a ninguém, não é mesmo?

Digo que sou a prova de que as sogras, quando tratadas com respeito e consideração, podem lhe surpreender. Dona Vandereida, repito, é a melhor sogra do mundo e ela é assim não só porque eu sou também um genro especial, mas devido ao seu enorme coração, que é cheio de amor, e se fosse transplantado para um jacaré, como na música de Carlos Gonzaga, ele se tornaria de imediato um adorável gatinho.

Para terminar essa minha louvação às sogras e puxando a brasa para minha sardinha, desejo à Dona Vandereida Cordeiro muita saúde, paz, votos de muitas felicidades e um grande abraço de toda família. A senhora é um exemplo, não só para todas as sogras, mas também para este mundo tão carente de amor. Um grande beijo!

“Arruda Bastos é médico, professor universitário, escritor, radialista, ex-secretário da saúde do Estado do Ceará e o genro ideal que toda sogra sonha.

Arruda Bastos
Médico, professor universitário dos cursos de Medicina e Enfermagem, especialista em Gestão em Saúde e Saúde Pública, escritor, radialista, ex-Secretário da Saúde do Estado do Ceará e coordenador do Movimento Médicos pela Democracia.
http://portalarrudabastos.com.br

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