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NOTA TÉCNICA DA SECRETARIA DA SAÚDE DO CEARÁ – INFLUENZA

A Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, por meio do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NUVEP), da Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde, INFORMA a ocorrência de casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza no Estado do Ceará e ORIENTA quanto à importância da NOTIFICAÇÃO dos casos para que sejam implementadas medidas de prevenção e controle a fim de reduzir formas graves e óbitos pela doença. Essa nota deve ser divulgada amplamente entre profissionais de saúde de estabelecimentos públicos e privados. É importante ressaltar que a terapêutica precoce, ou seja, iniciada antes de 48 horas após o início dos sintomas, reduz consideravelmente as formas graves da doença. Portanto, a presença de fatores de risco deve ser avaliada e investigada pelo médico para que o manejo clínico seja adequado e oportuno.

1. OCORRÊNCIA NO MUNDO As notificações de casos de gripe reduziram nos países do hemisfério norte. Porém, na Europa Oriental o número de casos continua aumentando. No hemisfério sul, os casos mantem-se em níveis baixos. Nos Estados Unidos da América (EUA) há reporte do vírus influenza de forma intensa em diversos estados. No mundo, influenza A e influenza B são os principais responsáveis pelos casos de gripe.

2. OCORRÊNCIA NO BRASIL No Brasil, em 2018, casos procedentes das unidades sentinelas tiveram 16,8% (613/3.654) de positividade para SG e 23,5% (70/298) para SRAG em UTI, ou seja, foram identificados vírus influenza ou outros vírus respiratórios ou outros agentes etiológicos. Dentre os casos e óbitos por SRAG há predomínio do vírus Influenza A (H1N1)(pmd09). Há reporte de casos de gripe em diversos estados do país.

3. ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS NO CEARÁ No Ceará, em 2017 foram notificados 286 casos de SRAG, destes, 36 foram confirmados para influenza e cinco evoluíram para óbito. Em 2018, até a SE 15(01/01/2018 a 14/04/2018) foram notificados 75 casos de SRAG, sendo oito confirmados para influenza (sete influenza A H1N1(pmd09) e um influenza B). Destes casos, três evoluíram para óbito, todos por influenza A H1N1(pmd09). Diante deste cenário, o NUVEP, por meio da Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde, orienta que sejam notificados TODOS OS CASOS INTERNADOS ou que tenham evoluído para óbito, observando sempre a definição de caso descrita.

4. FATORES DE RISCO PARA A FORMA GRAVE DA DOENÇA São considerados condições e fatores de risco para complicações:  Grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal).  Adultos ≥ 60 anos.  Crianças < 2 anos.  População indígena aldeada.  Indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico (risco de Síndrome de Reye).  Indivíduos que apresentem: Pneumopatias (incluindo asma), cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica), nefropatias, hepatopatias, doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme).  Imunossupressão associada a medicamentos, neoplasias, HIV/Aids  Obesidade.

6. IMUNIZAÇÃO A vacinação contra influenza mostra-se como uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações. Desta maneira, com o propósito de reduzir internações, complicações e mortes, em 1999, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) incorporou a estratégia de vacinação contra a influenza para a população brasileira (BRASIL, 2018). Assim, em 2018, o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI), do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, lança a 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza.

6.1 A vacina A vacina, disponibilizada na Campanha de Vacinação contra Influenza de 2018, é trivalente, inativada, fragmentada, purificada e altamente segura, além de conferir proteção contra Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B (sazonal).

6.2 Esquema de Vacinação É recomendada a vacinação anual e em dose única, com exceção de crianças de seis meses a menores de nove anos, nunca vacinadas anteriormente, que receberão 02 (duas) doses com intervalo mínimo de 30 dias

6.3 Cobertura Vacinal No Estado do Ceará, no período de 1999 a 2017, em todos os anos alcançou a meta de vacinação nos grupos prioritários durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. Até o ano de 2016, a Cobertura Vacinal (CV) preconizada pelo Ministério da Saúde (MS) como adequada era de 80% da população alvo vacinada. Em 2017, esta meta passou para 90%

7. ORIENTAÇÃO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE  Higienização das mãos antes e após contato com o paciente.  Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) – avental e luvas – ao contato com sangue e secreções.  Uso de óculos e máscara se houver risco de respingos.  Manter paciente preferencialmente em quarto privativo.  Limitar procedimentos indutores de aerossóis (intubação, sucção, nebulização).  Quando em enfermaria, respeitar a distância mínima de 1 metro entre os leitos durante o tratamento com Fosfato de Oseltamivir.

8. TRATAMENTO E QUIMIOPROFILAXIA Está indicado o uso de fosfato de oseltamivir (Tamiflu®) de forma empírica (não se deve aguardar confirmação laboratorial) para todos os casos de SG e SRAG que tenham condições e fatores de risco para complicações, independentemente da situação vacinal. O tratamento está disponível nas unidades de saúde do SUS e deve ser prescrito em receita simples. – Posologia e administração Na quimioprofilaxia, o antiviral deve ser administrado durante a potencial exposição à pessoa com influenza e continuar por mais sete dias após a última exposição conhecida. A quimioprofilaxia com antiviral geralmente não é recomendada se o período após a última exposição a uma pessoa com infecção pelo vírus for maior que 48 horas

Nota técnica – file:///C:/Users/medicoinace/Downloads/nota_tecnica_influenza_17_04_2018.pdf

pab

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