Home > Notícias > Manuela D’Ávila saiu maior da arapuca viva

Manuela D’Ávila saiu maior da arapuca viva

Manuela sai maior da arapuca viva – Portal Vermelho

Manuela merecia desculpas do Roda Viva e um agradecimento, afinal, deu uma aula sobre debater e vencer discursos fascistas e fakenews. Foi, encarou e venceu. Manu faz jus à escola das oradoras da UNE e, apesar dos “entrevistadores” e de sua má-educação, do machismo manterrupting, fez um belo debate sobre o Brasil.

Contou à obtusa bancada que o PCdoB – há mais de 3 décadas legal – nao cabe nos preconceitos do roteiro da Guerra Fria. O PC é do Brasil e muito bem governa várias cidades e o Maranhão de Flávio Dino, um Estado bem administrado com professora valorizada e governo popular.

Manu foi Garrincha, foi Martha, ao driblar o estratagema montado pelo Roda Viva, que não teve sequer o Caruso. A emissora fez uma cilada, inclusive colocou no lugar de um(a) jornalista – um provocador do Bolsonaro na bancada. Houve até coro – uivante – de “entrevistadores” loquazes e hostis, querendo calar a jovem mulher que não teme cara feia. Perdeu o senso do ridículo o arapuca, ops, o roda viva.

Manuela como que enfrentou uma alcatéia, em cerco, com as risadinhas que notabilizam mais as hienas, e o fez leoninamente. Senti-me mais que representado, plenamente defendido, como Brasil, como parte da sua militância organizada em tantas causas que tem a cara do seu PCdoB.

Ela é o talento e a graça. Não perdeu a compostura, enfrentou com galhardia o desrespeito de interrupções, o auto-discurso sem noção sobre a vida do entrevistador… (Talvez um analista topasse saber da vida familiar de um eleitor do Bolsonaro… Por que o Roda viva nos faz passar esse vexame?). A emissora, por sua vez, mostrou quem dá voz à extrema Direita no debate político brasileiro.

Contra tudo isso, Manu foi uma rocha. Como diz o Hino: nossos peitos nossos braços são muralhas do Brasil. Nada colou nela. Deu cada voleio!

Como quer a comunista gaúcha ser lembrada? Como quem defendeu a igualdade do gênero humano; por revogar a Deforma Trabalhista; como quem luta por um país em que mães tenham condição pra criar suas filhas dignamente e sem medo. Manu quer um país em que o Estado não entre por leis de homens a mandar no ventre das mulheres, em que o aborto seja tratado como tema de saúde pública. Em cada palavra sua, refulgiu a classe trabalhadora e, no seu seio, todas as suas faces, das mulheres, da população negra, de todos os amores e famílias reais reais e negados.

Sua ídola, Olga Benario. E, como Olga pôs-se diante de Prestes, para salvar sua vida, Manu pôs-se lealmente em defesa dos direitos de #LulaLivre. A defesa cosmética do sexismo não engana as feministas que sabem o golpe que a mídia desferiu contra a mulher Dilma. Ao citar Brizola, foi grande diante da História. Manuela é a delicadeza, a força e o brilho de quem quer unir o Brasil.

Manu dá imensa contribuição ao debate da esquerda: conseguiu pautar que modelo de socialismo não há, havemos de desenhar o nosso, brasileiro, com a cara da gente. Propõe um governo com consultas, referendos, para o povo decidir. Contra o escapismo de quem foge pra debater o mundo e o passado, expôs a incapacidade da bancada em pautar temas nacionais. Do limão fez uma caipirinha. “Tu sabe tudo do meu Partido, mas só que tu sabe errado”! Ficará na História a risada da comunista que desafia o fascismo e a mídia golpista, garbosa e segura a nossa pré-candidata a Presidenta.

Manu mostrou que desenvolvimento é bem estar social, trabalho e direitos. Falou de indústria, de Bancos Públicos, de Estatais, do assassinato da juventude negra, de falsos liberais que são só defensores de privilegiados, encubados ou assumidos neoconservadores. Manu denunciou o assassinato de homossexuais e transsexuais, e opôs aos preconceitos o sonho de um país melhor para a nossa geração, nossa luta para ser feliz no Brasil de hoje. Nós temos direito de ser felizes.

Manu propõe unir quem ama o Brasil, para acabar com a farra entreguista dos multimilionários, para revogar a emenda do teto de gastos e voltar a CLT, para investir na educação infantil e básica, com creches, apoio a nossas crianças, igualdade. Foi isso tudo que Manu disse. E é assim que Manu conquista espaço na consciência e no coração do povo,

Destemida, ela anuncia, poderemos votar, seu rosto na urna vamos ver, Manuela, do PCdoB.

* Sociólogo e Bancário. Membro da direção Nacional da CTB.

pab

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *