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A vida após a pandemia. Por José Maria Philomeno

Muito além do tormento que o mundo todo atravessa, numa profunda inquietude para que a maligna pandemia do novo coranavíruschegue logo ao fim – rompendo assim essa torrente de mortes, sofrimento e paralisia que tanto tem afetada todos os países do mundo-, são, também, crescentes as incertezas de quando e como retomaremos nossos cotidianos e hábitos de vida. 

Além das consequências da grave crise econômica que perdurará por muito tempo, comprometendo a capacidade de consumo de bilhões de pessoas ao redor do mundo, as cicatrizes e lições da pandemia trarão inúmerasalterações na forma como nos comportamos e interagimos. 

Logicamente que muito dependerá do sucesso e rapidez em que a ciência disponibilize vacina e outros meios plenamente eficazes de prevenir, conter e curar a proliferação do atual Covid-19. Quanto mais seguros estivermos, mas liberdade teremos em retomar plenamente nossos costumes. Contudo, segundo muitos, a vida não será exatamente como antes. 

O período inicial, logo após a dissipação da epidemia, quando o sentimento de luto, temor e insegurança estará ainda muito presente, as atividades não essenciais e que nos expõe diretamente, como lazer, cultura, gastronomia, estética e entretenimento permanecerão como as mais afetadas. 

Da mesma forma, a crise financeira decorrente da pandemia, como já salientamos, por si só será um motivo para que as pessoas readéquem seus hábitos de consumo. Economizando e reforçando a ideia de “menos é mais”.

Segundo futuristas internacionais, o coronavírus antecipou mudanças que já estavam em curso, como o trabalho remoto, a educação àdistância, a adoção da telemedicina, a massificação das comunicações e interações por meio das redes sociais, a busca por sustentabilidade e a cobrança, por parte da sociedade, para que as empresas e principalmente os governos sejam mais responsáveis do ponto de vista social.

Mas, de qualquer forma, alguns preceitos são e estarão sempre presentes. Na batalha pela competição do mercado de trabalho, se destacarão e ganharão espaço os que melhor se prepararem e se aperfeiçoarem. Por exemplo, não obstante a tendência da sala de aula perder espaço, em especial no ensino superior, a educação continuará precisando de bons professores, que preparem bons materiais e desenvolvam uma habilidade a que não foram treinados, como de virarem excelentes youtubers.

No setor empresarial prevalecerão não os maiores, mas sim aqueles que mais rápido e eficientemente se aprimorarem ao e-comerce, criando meios de atrair os consumidores utilizando cada vez mais os instrumentos de interação digital. 

Segundo o filósofo Leandro Kental, três fatores aceleram a história: guerras, revoluções e epidemias. Portanto, 2020 certamente entrará para a história como um marco de transformações.

pab

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